quarta-feira, 27 de abril de 2011





Parada diante do luar, o vento rasga meu rosto.
Meus olhos secos, ardem tentando chorar as lágrimas que sobram.
Minha boca trêmula desaprendeu o alfabeto para só dizer seu nome.
Meus cabelos e minha pele desidratada, carente de cuidados.
Meus pensamentos ora lúcidos, ora perversos, ora sonhadores, ora suicidas.
Meu coração bate descompassadamente, por vezes nem sabe o que é viver.
Meu sorriso é entorpecido por uma ânsia de ilusão, que invade todo meu corpo.
Como refletores na escuridão, meus olhos só enxergam os passos que te acompanham.
A noite novamente vai embora.
Leva para longe tudo o que me acompanha, pois o sol está voltando e eu preciso ser robô para não mais sofrer de amor.






Stephanie Cantisani

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